então o amor como conhecemos entrou em crise, e está tentando se reinventar depois de tantas revoluções na vida das mulheres, que a cada dia que passa conquistam mais espaço no mundo.
pondo em questão a revisão nos valores impostos pela sociedade,
a população agora tenta viabilizar uma maneira saudável de encarar de frente uma relação"auto-sustentável",
independente.
e ai?
agora que a maioria dos lares é composto por uma direção matriarcal, e que as jovens mães tem vida social, profissional e pessoal ativas, como lidar com uma mulher mais livre e sentimentalmente independente?, que tem amigos no trabalho, faculdade e redes sociais?
já que os homens acostumados com o seu mundo machista em que as mulheres serviam somente, agora tem que aprender a dar-se vos ah, e ajudar no café da manhã, na ida a escola...,e que se não tiver afim de colaborar, não seria assim indispensável.
como assim?, o homem não é indispensável para a vida de uma mulher?, podemos ser felizes, capazes e bem sucedidas sem a sombra usurpadora de um macho explorador e preguiçoso? SIM PODEMOS!
a mulher vinha sendo explorada e massacrada durante toda a história da humanidade, baseado em contos misticos e lendas, em que sempre aparecemos como vilãs, demônios ou qualquer coisa que o valha, mantendo-nos em um tipo de prisão imaginária, onde acreditávamos merecer permanecer, mesmo sem nossos direitos, embora sempre com sentimento de injustiça, como se pagássemos por algo que não fizemos, como se fossemos só Eva e nunca Maria.
partindo do principio de que "todos somos iguais", por que então temos que naturalmente ser culpadas por toda a desgraça da humanidade?
eu não me sinto culpada pelas decisões de ninguém, nem me sinto no direito, adoro menstruação, não aliso os cabelos e nem quero emagrecer. então apenas acho que respeito é o que faz a diferença, e agora estamos exigindo o direito a que nos damos, e temos obrigação de lutar para que futuramente as nossas mulheres não tenham que enfrentar absurdos como vemos hoje, e sinceramente , pré-conceito, ninguém merece...
o que quero dizer é que agora que importa muito mais o que você faz do que o que você diz, fica difícil manter uma relação de subserviência e frustração como vive a maioria dos casais, ou pelo menos como viveu.
esse modelo de união está defasado, fora o fato de está diretamente relacionado com o fracasso, ninguém tem o interesse de ser anulado.
acredito que estamos historicamente vivendo uma revolução que vai transformar não só a vida das mulheres, mas a sociedade, os direitos, a igualdade, não ha mais como esconder-se em falsos discursos ou bater na mulher durante a madrugada, homofobia é crime e maltratar animais também, então querendo ou não todos evoluem juntos.
a questão masculina é mais delicada, pois durante muitos séculos o homem foi educado para crescer e apossar-se de uma mulher, tendo sobre ela direitos. ouvi minha vó dizer, "minha filha isso é coisa de homem..., foi só a primeira vez..."
aí eu pensei, não já da, vamos evoluir...
infelizmente estamos hoje enfrentando uma geração de homenzinhos da mamãe, isso, os caras foram muito mal informados acerca de coisas, e o pior é que em sua maioria foram criados por nós, mulheres, mimamos os reizinhos da mamãe, pois é, o resultado desse comportamento de compensação, "não tem seu papai e eu sou culpada, então vou fazer o que puder pra amenizar esse vazio", limitou a evolução dos meninos, tornando-os dependentes natos das mães, vós e mulheres. o cara primeiro pede pra mãe, se ela não pode pede pra avó, se a avó não pode, pede pra irmã, e assim por diante. o homem atual foi criado para ser um estorvo, ao contrário das mulheres que foram educadas para serem auto-suficientes. é natural que o bicho homem fique meio arisco diante de um ser que agora é igual, isso nunca aconteceu, o HOMEM sempre esteve acima, no topo da cadeia alimentar, em todos os sentidos.
não tinha que ser agradável, pagava as contas de casa e isso bastava, e ainda os que se achavam no direito de viverem as custas de suas mulheres.
tadinhos agora eles moram mais tempo com a mamãe, por que talvez ele não seja lá grandes coisas, e a primeira vitima, aquela que foi criada vendo cinderela, branca de neve e etc..., que aprendeu a cozinhar e se virar sozinha, e que quer muito mais um cara que rache o café da manhã em um motel, do que um que suje a louça da sua casa, que de preferencia nem vá a sua casa, pois gosta de preservar seu filho.
que mesmo tendo chegado em algum momento a acreditar que existe a possibilidade real de se apossar da vida de um, deixando assim de ser outro, abrindo mão da sua vida e mesmo assim pode-se ser feliz, enxergou a tempo que a vida não é um comercial de margarina, E mandou vazar.
ou volta pra mamãe e acaba a farra ou vai morar sozinho pra saber o que é bom, tá e o que é bom? e o que fazer com o que é bom?
já que hoje as pessoas tem medo do que é real e se prendem ao que supõe ser bom, sem riscos não tem emoção, e a mercadoria vale o preço que se paga, então paguemos pra ver...
mila souza.

Nenhum comentário:
Postar um comentário